Seguindo no assunto do post anterior, há mais ou menos 2 meses dei uma entrevista para a Revista InfoGPS sobre geotaging e fotografia. A edição nº 7 saiu, com a reportagem muito bem escrita por Gustavo Ribeiro, entitulada: “Fotografia no Mapa. - GPS e Imagens Digitais ficam mais próximos dia após dia.”
Abaixo segue um trecho da parte onde eu “falei”.
- Responsável por mapeamento, gestão de dados geográficos e soluções de uma empresa de agroindústria, Mendonça percebeu que seria mais confiável se, ao invés do técnico anotar as coordenadas em papel nos levantamentos fotográficos, pudesse adquiri-las de forma automatizada, sincronizando os dados do receptor GPS e as imagens da câmera. Dessa forma, pôde unir um projeto pessoal a uma necessidade profissional. O fotógrafo conta que o geotaging pessoal apareceu meio que por acaso, quando iniciou um projeto fotográfico de um site (www.foconatural.com) para postar informações sobre trilhas viagens. “Após refletir melhor sobre o que queríamos oferecer ao leitor, comecei a imaginar como seria ter mapas de cada local e imagens que pudessem estar georreferenciadas nestes mapas, o que deu início a um novo projeto”, lembra Mendonça.
Muita gente me pergunta como faço pra “mapear” as fotos que fazemos (Bianca e eu) e/ou como faço pra me lembrar onde eu tirei determinada foto.
A verdade é que eu recorro a uma ajudinha. Já que não tenho uma câmera que tenha acoplado um receptor GPS e tão pouco possuo dessas câmeras com interface para ligar diretamente ao receptor GPS. Nas minhas viagens, além da minha companheira inseparável (dessa vez não to falando somente da Bianca), a câmera, eu também levo meu GPS.
Logo, sempre que estou fotografando em lugares abertos ou mesmo pela janela do carro, ônibus ou na boleia de um caminhão, eu estou com a minha localização sendo determinada. E quando chego ao hotel, pousada ou casa, eu sempre “sincronizo” minhas fotos com o arquivo GPX (dados GPS), com um programa específico, onde os dados de longitude e latitude são inseridos no EXIF (metadados) da imagem.
O procedimento é simples e qualquer pessoa que possua um Receptor GPS e uma câmera digital pode fazer seguindo os passos abaixo:
1-Sincronizar o horário da câmera com o horário do Receptor GPS
2-Ligar o receptor e deixá-lo no modo de gravar rota. (fazer tracklog)
3-Após a sessão de fotos, salvar fotos e arquivo .gpx no computador.
4-Usar um programa específico para sincronização.
Como funciona?
Estes programas específicos sincronizam as fotos com os dados GPS baseados na hora, minutos e segundos de cada arquivo, e incluem as coordenadas no arquivo de imagem, ou seja, se os relógios dos aparelhos estiverem diferentes já era, vai sincronizar com segundos minutos ou horas de erro… logo, você pode num caminho Rio-Niterói, tirar uma foto durante a travessia da ponte e depois de sincronizar errado, o arquivo indicar que você ainda estava no Rio ou que já estava em Niterói.
Depois desses passos básicos, você pode usar a internet para mapear suas fotos. Já usei alguns programas (que citarei em breve) e usei o Google Earth e Google MAPS como base de mapas.
As aplicações dessa ferramenta são as mais diversas possíveis, no meu caso, servem para o meu trabalho (com levantamentos de campo) e também para as aventuras do FOCONATURAL.com.
No mês passado dei uma entrevista para Revista InfoGPS, que deve ser publicada na próxima edição, informo aqui assim que for publicada.
Estarei postando aqui um passo a passo nos próximos dias.